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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sim, ele existe!



E não vive numa ilha deserta como a foto sugere. Faz tempo que a Solteira prometia esse papo. Descasada o fez quando ainda estava Casada. Divorciada também entregou a sua missão em dia. Tempos atrás, propusemos que cada uma de nós entrevistasse um rapazote na mesma situação civil que nós.

Então, pra dar cabo final nessa espera ansiosa de nossos leitores e leitoras, eis aí a fatídica entrevista da Solteira com o Solteiro. Enjoy it! E comentem.... quem sabe não tem uma parte 2 com as perguntas de vocês? Prometo mais agilidade.

PS: o Solteiro revela a sua identidade no final (xi, contei!). Cartas para 3xtrinta@gmail.com. Só tem uma coisa: ele mora em Londres, tá?

Giovana - A Solteira

Solteira: Já faz tanto tempo que estamos para bater esse papo que já nem sei mais se você ainda tá solteiro, está?
Solteiro: Sim, ainda estou solteiro. Desde Dezembro do ano passado (2008).

S(a): Se você ouvisse essa pergunta em outra situação encararia como uma cantada?
S(o): Gio, vamos então interpretar as outras possíveis situações:

1 – Se eu tivesse que responder um questionário onde lá aparecesse uma pergunta relacionada ao meu estado civil, obviamente isso eu não encararia como cantada;

2 – Porém, se eu estivesse em uma festa, em um bar, na fila do supermercado, eu acho que isso poderia ser encarado como uma cantada, não seria ?!

S(a): Huummm, é...mas algumas leitoras podem te achar um tremendo convencido por pensar assim....
S(o): Talvez sim eu pudesse ser visto como convencido, mas existem situações do dia a dia que esse tipo de pergunta pode ser encarado como cantada, e eu não vejo problema algum com isso.

S(a): Aqui já se falou muito o que as mulheres não suportam nos caras. E você? O que você não suporta numa menina?
S(o): Existem duas coisas que me fazem perder completamente o interesse por uma menina: a mentira e a arrogância/futilidade. A mentira, pois fica muito difícil de conviver com alguém em que não se possa confiar. Sou um cara super simples e seria muito complicado suportar uma menina que desse extrema importância a bens materiais, jantares em restaurantes caríssimos, roupas de grife, etc….

S(a): Isso é um senso comum entre os homens, é?
S(o): Sinceramente, essa é a minha opinião pessoal sobre o assunto, mas te confesso que em conversas entre amigos esses fatores também foram mencionados.

S(a): Qual é a pior coisa de se ouvir num primeiro encontro: a garota só falar do ex, a fofa interromper a conversa a todo o momento para atender o celular ou ser submetido a um inquérito com quintas intenções?
S(o): Sem dúvida nenhuma, a pior coisa de se ouvir é a garota só falar do ex porque isso indica que ela ainda sente algo por ele. Quando isso acontece, eu “tiro meu time de campo” rapidinho...

S(a): O que uma mulher faz que te dá logo vontade de dizer "tchau, querida"?
S(o): O que me faz dizer “tchau querida” é quando a menina não sabe administrar o início da relação, quando ainda estamos nos conhecendo. Nesta fase, as coisas andam devagar, com cada um respeitando o espaço do outro. Se ela ficar me ligando várias vezes por dia, perguntar onde estou, com quem e tudo isso logo nas primeiras semanas eu digo “ tchau querida” . Esta é uma fase muito íntima e cada um tem seu tempo para fazer e deixar as coisas acontecerem. O meu tempo é lento, devagar e sem pressa.

S(a): Alguma mania herdada da solterice?
S(o):Sim, a autovalorização pessoal. Temos que gostar de nós mesmos, acima de tudo, antes de começar qualquer relacionamento.

S(a): Seria capaz de abrir mão de um hábito genuinamente ermitão em nome do Amor?
S(o): Depende... Se ela não se importasse de eu a assistir futebol na TV, jogar futebol com os amigos, e depois dar uma esticadinha para um churrasco e ir a academia, o resto todo pode ser negociável. Em um relacionamento, temos que abrir mão de algumas coisas, mas não podemos deixar de ter a nossa própria rotina pessoal e nosso projeto de vida. Sem essas coisas, o relacionamento não vai pra frente, não adianta.

S(a): Ex-namorada é capaz de deixar boas lembranças?
S(o): Depende de como foi o relacionamento e, principalmente, como foi o seu final. Se foi um relacionamento complicado, de final tumultuado, isso só faz deixar más lembranças.

S(a): Alguma que poderia dividir com nossos leitores e leitoras?
S(o): Lembro muito bem da primeira namorada, talvez por ser uma boa lembrança. Nos conhecemos em um verão no litoral do Rio Grande do Sul e foi paixão à primeira vista. Eu tinha uns 16 anos e ela 15. Nosso relacionamento foi a distância, pois ela vivia com a família no interior do estado e eu morava em Porto Alegre. Depois de uns dois meses, a gente viu que não iria funcionar assim e resolvemos dar fim a relação. Mas foi tudo bem resolvido, sem muitos problemas. Foi divertido!

S(a): Solteiras e independentes lhe soam inatingíveis?
S(o): Eu diria que me soam como um bom desafio.

S(a): Diante dos clássicos café-da-manhã-na-cama-feito-pela-amada (com ela te acordando bem cedinho, você morto de sono) ou chegar-em-casa-e-encontrar-o-condomínio-inteiro-na-sala-para-a-sua-festa-de-aniversário-surpresa (depois de um dia de trabalho terrível), pergunto: saudades da vida de solteiro?
S(o): Saudade, eu?!? Que homem não gostaria de receber surpresas como essas!!!!

S(a): Alguma monstra detestável? Porque? Neste caso, não precisa citar nomes, é claro....
S(o): As monstras não me chamam atenção. Melhor mesmo é ignorá-las.

Gerassimos Vardaramatos, “Gera”: Arquiteto, 32 anos. Vive em Londres há cinco anos.

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